• Ter. Fev 24th, 2026

O novo esquadrão da Marvel e o futuro caótico do MCU em 2026

ByNayara Silva

Fev 24, 2026

O Universo Cinematográfico da Marvel está prestes a ganhar uma cara muito menos “heroica” e bem mais pragmática. Com a chegada dos Thunderbolts*, o público será apresentado a um grupo de anti-heróis recrutados por Valentina Allegra de Fontaine para dar conta do trabalho sujo que os Vingadores, com sua bússola moral rígida, talvez não aceitassem. Mas não se engane: essa equipe não nasce apenas da vontade de servir ao governo, mas de uma armadilha armada pela própria Valentina, que os lança em uma missão desesperada para salvar o mundo.

Quem são os novos “recrutas” do governo?

A formação dos Thunderbolts nos cinemas bebe da fonte das HQs — onde o grupo surgiu após a suposta morte dos Vingadores —, mas traz rostos que já conhecemos de produções recentes. A alma do grupo parece gravitar em torno de Yelena Belova. A “irmã” de Natasha Romanoff, treinada na brutal Sala Vermelha russa, carrega o trauma de uma vida moldada por mentiras e a dor da perda da irmã em Ultimato. Agora, ela tenta trilhar seu próprio caminho enquanto lida com o luto e as exigências de uma nova e perigosa ocupação.

Ao lado dela, temos figuras complexas como Bucky Barnes, o Soldado Invernal. Veterano da Segunda Guerra e ex-assassino da HYDRA, Bucky passou anos tentando se reconstruir e deixar para trás o rastro de sangue de seu passado como vilão controlado mentalmente. Outro nome de peso é John Walker, o Agente Americano. Após falhar na tentativa de ser o novo Capitão América devido aos seus métodos violentos, ele foi prontamente acolhido por Valentina, encontrando um lugar onde sua moralidade questionável é vista como um ativo, não um problema.

O time ganha um toque de força bruta e redenção com o Guardião Vermelho, o supersoldado russo que serviu como figura paterna para Yelena e Natasha. Após mofar em uma prisão russa, ele busca um novo propósito. Fechando o elenco principal, temos a habilidosa Treinadora e a intangível Fantasma, completando um time que, embora disfuncional, é extremamente letal.

O horizonte sombrio de 2026: Armageddon e a Rainha de Preto

Enquanto os Thunderbolts resolvem as crises imediatas, o futuro da Marvel para a segunda metade de 2026 promete mudar o status quo de forma definitiva. A editora anunciou dois grandes eventos que prometem sacudir os alicerces desse universo: Avengers: Armageddon e Queen in Black.

O primeiro, Avengers: Armageddon, está sendo tratado como um divisor de águas comparável ao clássico A Queda (2004). Escrita por Chip Zdarsky, a trama mostra as consequências do breve reinado do Doutor Destino. Em um vácuo de poder, o Hulk Vermelho decide tomar a Latvéria para si, desencadeando um conflito global que força a união dos Vingadores, do Quarteto Fantástico e do Wolverine. A promessa é clara: o universo Marvel será um antes e outro completamente diferente depois desse cataclismo, que chega às bancas em junho de 2026.

Guerra entre deuses e simbiontes

Paralelamente, o terror cósmico retorna com Queen in Black, um desdobramento direto da fase de Al Ewing em Venom. O cenário é caótico: Knull, o deus dos simbiontes, voltou apenas para ser destronado por Hela, a deusa asgardiana da morte, que agora se autointitula a “Rainha de Preto”. Inconformado, Knull encontra uma nova fonte de poder para retomar seu posto, deixando a Terra no fogo cruzado. Curiosamente, a última linha de defesa entre o planeta e a aniquilação total é ninguém menos que Mary Jane Watson, que atualmente ostenta o manto de Venom.